terça-feira, 31 de agosto de 2010

Saber outra língua..

Saber outra língua...

Parece bobagem pensar que saber uma outra língua pode de fato te ajudar em alguma coisa em seu próprio país, mas o fato é que ajuda! A narrativa a seguir é o fiel relato de uma situação real ocorrida em 2005, em São Paulo:
Eu trabalhava em uma Lan House que foi convidada à participar do Salão Internacional de Tunning. Naquele tempo, os jogos online estavam em alta, em especial o Need For Speed, que lançava sua obra prima, Need for Speed Underground 2. Bem, o jogo em si não vem ao caso. O que precisamos entender é que a Lan em que eu trabalhava montou um stand dentro do Salão, o que colocou a mim e meus colegas de trabalho com free-pass dentro do maior evento de tunning do Brasil até então.
Como tivemos que mobilizar boa parte dos computadores da lan, a mesma esteve fechada boa parte do evento, e todos os funcionários estavam no Salão. Não precisávamos trabalhar muito e podíamos andar livremente pelos corredores a maior parte do tempo. No começo foi tudo maravilhoso! Carros modificados, música, lindas modelos, tudo o que se podia esperar de um evento de primeira. O que ninguém contava era com o calor! Pois se você conhece São Paulo sabe que a cidade é imprevisível! Em pleno mês de Maio o calor dentro da Bienal do Ibirapuera era insuportável (nem tudo era culpa do clima, afinal haviam carros sendo ligados, acelerando e soltando fumaça num ambiente fechado!).
Como eu havia dito, tínhamos free-pass dentro do salão, mas haviam algumas áreas VIP que eram de entrada exclusiva de VIPs (olha só que coisa!). Dessas, a que mais se destacava era o bar RedBull, com open bar, DJ, as mais belas modelos do evento todo e o mais importante de tudo: ar condicionado! Eu tinha que me colocar lá dentro mas a segurança era pesada, para entrar era necessário um bracelete daqueles de papel/plástico com logo da balada e que rasga quando retirado. E como se não bastasse, havia um bracelete para homens e outro para mulheres. Ao conversar com as modelos do nosso stand, descobri que até era possível conseguir um bracelete, mas era muito difícil mesmo para elas (À propósito, conversar com as modelos me trouxe uma nova perspectiva sobre mulheres bonitas. Em geral, modelos de evento parecem não perceber que são lindas! A grande maioria é solteira e tem auto-estima muito baixa!).
Não seria fácil. Conseguir um daqueles braceletes era tão difícil que parecia mais fácil pedir pra entrar. Foi aí a sacada! Lembram como começou este post? As vantagens de se saber uma outra língua em seu próprio país. Bem se seu próprio país é o Brasil as vantagens aumentam, pois brasileiros ADORAM estrangeiros! Tudo o que eu precisava fazer era pedir para entrar, mas tinha que fazer isso em inglês.
Como o Salão estava distribuindo muitos brindes, troquei minha camiseta pela camisa pólo de uma das marcas que estavam divulgando no Salão e me dirigi às portas do paraíso. Procurei alguém que pudesse entender inglês e logo pensei no DJ. Cheguei até ele e disse que queria entrar. O máximo que ele conseguiu dizer foi: “Nou inglix! Gãlfrend! Ueiti!”
Nem 1 minuto depois chegou a namorada do DJ, que falava alguma coisa de inglês. Disse a ela que meu nome era Josh e gostaria de experimentar o RedBull e se ela poderia abrir para mim. Mais que depressa ela foi até a porta, abriu e eu entrei, sem pulseira, sem ser VIP. Apenas entrei. Pedi um Red Label com RedBull e bati papo com o barman, que descobriu que eu, Josh, era de Detroit e estava vendo as novas tendências do tunning na América Latina para uma grande montadora.
Foi ótimo! Mas ainda faltava alguma coisa. Eu havia ido sozinho!!! Ninguém tinha compartilhado esta experiência comigo e eu não poderia deixar ficar assim! Voltei para o nosso stand (lembra... eu estava lá a trabalho) e peguei minha colega e amiga pelo braço. Enquanto arrastava a pobre coitada pelo Salão ela dizia: “Calma... onde a gente tá indo??? Quer ir mais devagar???” e eu apenas disse: “A partir de agora seu nome é Jennifer, você é minha namorada, mora em Detroit e tá quase desmaiando de calor!”
Como ela também estava tentando entrar na RedBull, entendeu de cara o recado e fomos de mãos dadas até a porta do stand, mas ao invés da namorada do DJ, estavam duas modelos na porta. Pensei que isso não seria um problema, como havia sido fácil da outra vez, não haveria motivo para problemas agora. Cheguei na porta e perguntei em inglês se podíamos entrar. A modelo pediu para eu esperar com um gesto de mão e falou para a outra: “Tá vendo! Esse deve ser o gringo que aquela menina colocou pra dentro! Ela nem é nada do stand!!! Agora o cara vai trazer a família inteira e a gente não tem o que fazer!” – Enquanto isso, eu e minha amiga apenas olhávamos um para o outro e para as modelos, acenávamos meio que positivamente com a cabeça, como se não estivessemos entendendo nada!
Por fim entramos os dois, tomamos RedBull com todas as bebidas do bar e voltamos para nosso stand com um sorriso no rosto e um gostinho de missão cumprida (ou de álcool)!
Por enquanto é só! Fiquem atentos para as novas postagens e sempre comentem! Quero saber o que vocês acharam, se já passaram por algo parecido etc.
Obrigado pela atenção,
The Wise Penguim

Blog Day

Bem... hoje é o dia mundial do blog! Como o tempo é curto e a mensagem está em toda a parte, estou postando o link para um blog parceiro onde você terá mais informações sobre o que a data representa!

http://alltnative.blogspot.com

Feliz "310G Day" pra todos!

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

O caso do Risoto

Olá novamente,
Para começar, escolhi a estória do risoto porque ela traz lições interessantes. Mas vamos deixar isso para o final.
Tudo começou quando eu e dois amigos resolvemos nos aventurar na noite do interior de São Paulo, com pretenções audaciosas. Eu acabara de mudar minha situação social para solteiro e meus companheiros queriam que eu ficasse bem (mais tarde naquela noite eles perceberiam que eu estava mais que bem, eu estava INCRÍVEL!). Nos reunimos em minha casa para um aquecimento, esperando o momento ideal para irmos à uma das melhores baladar rock da região.
É preciso lembrar que a primeira regra para quem quer se dar bem na balada é: Seja gostoso! Não importa se você é homem ou mulher, alto ou baixo, gordo ou magro, feio ou bonito, ser gostoso não é uma questão de ser o que a sociedade lhe impõe, mas impor à sociedade que você é o que todos querem!
Dito isso, eu estava muito gostoso naquela noite em particular, e um dos meus parceiros de balada também se sentia assim. Sabíamos que poderíamos ter qualquer mulher daquela festa! Enquanto descíamos para a dita cuja, discutíamos as estratégias de abordagem (parece um pouco sério, mas existe sim uma ciência para a atividade de sair na balada), posicionamento de cada membro e objetivos. E o que eu disse em relação ao último foi: “Meu objetivo é levar duas mulheres pro meu ap, vocês se viram com a terceira!”
A descrença dos meus companheiros foi chocante! Ambos tentavam me persuadir a diminuir meu objetivo: “Cara, você tá fora do mercado há mais de 4 anos!” “Não é tão fácil assim tirar a mulherada da balada!” E outras frases ‘desmotivacionais’. Tudo o que eu disse em resposta foi: “Vamos curtir a balada e que o universo decida a fortuna!”
Chegando na balada fomos surpreendidos com a quantidade de homens! Embora a balada estivesse cheia, na minha contagem haviam 35 mulheres, sendo cerca de 45% acompanhadas, 10% lésbicas, 20% cougars (se você não entendeu este termo, google!). Isto deixava a balada com um total de 7 mulheres solteiras! Tinhamos que ser bem precisos para obter alguma sorte.
O primeiro a fazer um movimento foi o cara que estava menos gostoso em nosso grupo (é um tanto complexo explicar por que ele não estava gostoso, mas em resumo ele tem pouca auto-estima quando bebe), ele foi em direção ao grupo mais fácil, o das cougars! Assim ele poderia marcar seu primeiro ponto na balada e jogar na cara dos outros pelo resto da noite (o que ele fez, à propósito).
Com um homem a menos no grupo, o restante foi para o meio do salão, dançar. Não demorou muito até meu outro parceiro encontrar a “menina de seus olhos”: 22 anos, pele morena, belos olhos, lábios carnudos... com certeza entre o TOP5 da balada.
Então eu estava sozinho. Sem wingman para afastar um possível grupo, eu resolvi voltar para a pista e dançar. Lá encontrei o segundo grupo de mulheres solteiras, duas de fora da cidade, com um casal e um primo inglês. Se levasse elas para minha casa, teria que levar todos! Como não tinha um plano melhor ainda, mantive-me com eles e penetrei as barreiras iniciais. O problema foi na hora do pagamento das contas do grupo. Segundo eu entendi, o caixa havia recebido uma nota alta e estava se fazendo de desentendido, dizendo que não havia recebido nada. Como essa discussão iria ficar para muito tarde, pois eles exigiram ver as gravações de segurança, decidi que era hora de ir, afinal, meus amigo já haviam conseguido o que queriam. Meu objetivo era o único não atingido.
Minha sorte estava prestes a mudar, pois o Universo nos prega peças às vezes!
Ao sair da balada, um dos parceiros estava com fome e pediu para que parássemos em uma loja de conveniência, onde ele poderia comprar um sanduiche e pagar com cartão. Fomos à conveniência mais próxima e descobrimos que não haviam sanduíches, apenas alguns pães-de-queijo e salgados. Nos servimos de alguns e fomos nos sentar. Além de esfomeado, meu amigo estava bastante bêbado e voltou a se vangloriar por ter sido o primeiro a ‘pontuar’ na balada.
Nem 5 minutos depois de sentarmos, duas universitárias que estavam na mesma balada que nós chegaram na conveniência com o mesmo objetivo que nós: sanduíches de microondas! Meu amigo já foi prontamente se apresentar: uma catástrofe! Eu precisava fazer algo para reverter a impressão negativa que minha mesa causou, então eu apenas disse: “Vocês estão com fome? Tem pão-de-queijo fresquinho daquele lado ali!” Simples assim! Sem perguntar nomes, sem pedir telefone, sem cantadas nem pretenções! O rosto de desagrado se transformou na mesma hora em um par de sorrisos. Elas agradeceram e seguiram meu conselho, foram até a estufa e pegaram os dois últimos pães-de-queijo.
Enquanto comiam, ouviam meu amigo bêbado falar bobagens sobre como ele ‘pega muito mais em uma noite que os outros membros do grupo juntos em uma vida inteira’ e uma delas me dava risinhos como quem diz: “seu amigo não sabe mesmo o que ele está falando!” Ao ver que havia ganhado abertura, esperei a oportunidade. Assim que elas terminaram, perguntaram para a balconista se havia mais pães-de-queijo e a balconista respondeu que havia acabado de colocar outra leva no forno e que demoraria cerca de meia hora para ficar pronto. Era a minha deixa: “vocês ainda estão com fome? Porque não vamos pra minha casa e eu faço um risoto pra vcs?”
Esperando todo o tipo de resposta negativa para poder argumentar que nós não eramos nenhum tipo de serial killers ou qualquer outra coisa assim, me surpreendi com a resposta: “O que a gente precisa levar?”
O que aconteceu depois fica pra outra ocasião, merece comentários, mas agora vamos apenas ficar com a seguinte lição:

“Observação é o fator mais importante se você quer se dar bem numa balada!”

Até a próxima.
O Pinguim Esperto.

Tudo tem um início!

Olá.
      Você que de alguma forma foi induzido, compelido, instruído ou apenas achou que seria uma boa idéia entrar neste blog deve estar se perguntando: "o que será que tem aqui?"
      Bem, a resposta para sua questão é a seguinte: "o Pinguim Esperto tem por objetivo ilustrar as situações da 'noite-a-noite', ou seja, de como as pessoas solteiras interagem (ainda que nem todas as pessoas citadas a seguir sejam solteiras)." Assim, espero que os leitores deste blog interajam para que possamos todos entender melhor o mundo das relações humanas.
Obrigado,
O Pinguim Esperto.